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Impacto do CLASSE+ no setor das janelas

Vantagens da Etiqueta Energética de janelas

Impacto do CLASSE+ no setor das janelas

Atualmente, qualquer novo edifício deve ter um consumo de energia quase nulo (nZEB) e, de acordo com os 2 milhões de certificados de desempenho energético já emitidos – que correspondem a cerca de 1/3 de todos os edifícios existentes em Portugal – é possível verificar que 90% destes edifícios estão abaixo do padrão nZEB.

Os dados dos certificados confirmam ainda que quase 60% das propostas de melhoria residem nos produtos da envolvente dos edifícios e que as janelas contribuem com 12% dessas melhorias identificadas. Considerando os edifícios que têm certificado energético e se o potencial de oportunidades para melhorar o desempenho energético identificado fosse cumprido, seria possível poupar perto de 1 bilhão de euros por ano só em faturas de energia.

Considerando 5 tipos de janelas, 4 das quais identificadas de acordo com a sua classificação CLASSE+: D, C, A, A+ e outra designada por Solução Inovadora A+. Todas as soluções têm as mesmas dimensões que o protótipo referido na NP EN 14351-1 (Aw= 1,23 m x 1,48 m) e os restantes parâmetros, como Ug, g, Uf, e a classe de permeabilidade ao ar, variam consoante a fonte de dados recolhida. As soluções com classificação D e C, as menos eficientes das janelas analisadas, correspondem às janelas mais comuns nos edifícios portugueses (excluindo os edifícios novos e renovados). As janelas A e Solução Inovadora A+, melhor classificação, mais eficientes, com caixilhos e vidros de alto desempenho, baseiam-se em soluções do mundo real, de empresas CLASSE+. Por último, a Janela A+, cuja classificação baseia-se nos dados de entrada que as empresas inserem na plataforma para emitir as etiquetas CLASSE+.

 Avaliando a variação da percentagem do consumo total de energia quando as janelas normais (exceto a Solução Inovadora A+) são substituídas pela Janela A+, ocorre uma diminuição do consumo de energia em todos os casos, como esperado. A substituição das Janelas D e C tem uma redução significativa do consumo de energia de 44% e 31%, respetivamente, enquanto a Janela A tem uma redução inferior de 14%.

Por outro lado, quando as janelas standard são substituídas pela Solução Inovadora A+, as janelas menos eficientes D e C registam uma redução significativa do consumo de energia, superior a 50% em ambos os casos e a janela A regista uma redução significativa de 41%. Surpreendentemente, apesar de ter a mesma classificação energética, a Janela A+ regista uma redução de 31% no consumo de energia (CEES 2023).

Relativamente às emissões de CO2, verifica-se também a diminuição para cada janela, considerando as emissões de CO2 associadas ao consumo de energia para aquecimento e arrefecimento. No geral, as emissões associadas ao aquecimento são superiores às emissões associadas ao consumo de energia de arrefecimento. Em todos os casos, o aumento da eficiência da janela reduz as emissões de CO2. Isto é menos óbvio quando se examinam as Janelas A e A+ onde as emissões diminuem ligeiramente.

Assim, quando substituímos as janelas ineficientes, D e C, por A+, o impacto é significativo, com uma redução de 29% e 21% das emissões, respetivamente. Quando substituímos estas janelas pela Solução Inovadora A+, notamos uma diferença muito maior. A Janela D reduz as emissões em mais de 50%, enquanto a Janela C reduz as emissões em 47%. Entretanto, a redução das emissões das Janelas A e A+ quando substituídas pela Solução Inovadora A+ é muito semelhante e significativa, ambas com mais de 30% de redução (CEES 2023).